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Best iPhone and iPad Game of the Week: 1/16/15

Our game of the week picks aren’t always the games that receive the best scores in reviews, but that’s not the case this week. Everyone is all about Hero Emblems, and I’ve even gotten over my few minor grievances I mentioned last week during our podcast. If you don’t have this game yet, what the heck are you doing?


Hero EmblemsHero Emblems


Hero Emblems, $2.99
[Review] – Offering an enjoyable experience in most of its aspects, Hero Emblems is proof that there’s still room in the market for a great match-3 adventure. The game’s RPG elements work well with its well-implemented match-3 gameplay while the game’s visual and aural flourishes differentiate it from the pack. The fact that the game is presented without any IAPs also provides a refreshing take on the fact that the game’s challenges can (and will) only be overcome with good strategy, a bit of luck and grinding when necessary. Hero Emblems is simply a great match-3 title that’s worth the price of admission.

Additionally, we reviewed a few other games this week. As always, you can dig into all of our reviews by clicking here. Alternatively, you can hit up specific scores by using these links:

Publicado por: TouchArcade - Continue lendo: http://toucharcade.com/feed/

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A cidade no Alasca que vive embaixo de um único teto

Um túnel de pista única e incrivelmente longo é o único caminho para Whittier, e a única rota de saída. Ao sair do outro lado desse buraco escuro, você encontrará todos os ingredientes que compõem uma cidade. Exceto que em vez de um vasto centro urbano, essa cidade tem sido remanejada para caber por completo em uma solitária torre do Alasca.

O túnel de pouco menos de 4 km que leva a Whittier nunca está engarrafado – ele nem pode estar, fisicamente falando. Com 4,8 metros de largura, ele só acomoda o tráfego fluindo em um sentido de cada vez. Ele desemboca em um punhado de prédios, alguns deles ainda servindo a seus propósitos originais.

Os dois maiores são o Edifício Buckner e as Torres Begich. Ambos foram construídos logo após a II Guerra Mundial junto com uma estrada de ferro que levava a elas, uma construção conjunta que custou US$ 55 milhões e que dava aos militares uma base doméstica na mais distante fronteira da Guerra Fria. O Buckner foi abandonado apenas sete anos depois de terminado; os militares notaram rapidamente que não havia muita utilidade para um posto tão avançado. Hoje, o que sobrou dele foram apenas as ruínas.

The Buckner Building with BTI in Window

Exterior do edifício Buckner. Dá para ver as Torres Begich através da janela no canto inferior direito. via Jen Kinney.

As Torres Begich (ou BTI, como são mais conhecidas) permaneceram, porém. Mais do que isso, elas basicamente se transformaram em Whittier, hospedando 75% dos 200 moradores da cidade e oferecendo praticamente todos os serviços básicos do município. O primeiro andar tem as funções básicas da cidade. O departamento de polícia está atrás de uma porta, os Correios, de outra. Desça ao hall e você encontrará a prefeitura, bem como a Kozy Korner, seu mercadinho local.

Um punhado de outras construções polvilha o horizonte. Um enorme ginásio militar agora funciona como local para guardar barcos. Existem um ou dois hotéis que também funcionam como lavanderia, bar e restaurante. Mas a maior e mais colorida fortaleza, da foto abaixo, é o centro de Whittier. Quase todos na cidade chamam-na de casa.

Whittier 2

BTI via Jen Kinney.

Para ter uma noção do dia a dia em Whittier, conversamos com Ken Kinney, uma escritora e fotógrafa que viveu em Whittier por vários anos e ficou fascinada por uma cidade que foi profundamente afetada socialmente pelas suas estruturas físicas peculiares.

“Esse foi, realmente, o lugar mais centrado em uma comunidade em que já vivi,” Kinney explicou por telefone. “Mas ao mesmo tempo, como você estava próximo de todos o tempo todo, às vezes você se sente meio claustrofóbico. Em outras, se sente muito grato por eles estarem ali. E ainda há vezes em que, mesmo rodeado por todos os seus vizinhos, você se sente completamente isolado.”

É difícil imaginar por que alguém quereria viver em um lugar assim no meio do Alasca – e, em parte, é isso o que faz com que as pessoas se fascinem por Whittier. Mas dê uma olhada mais de perto e você notará que não há nada de extraordinário a respeito de como muitos dos residentes de Whittier acabaram lá. Ou por que ficaram no lugar.

De volta ao túnel. Computadores ditam os horários dos carros e a agenda da linha férrea, mas um humano ainda precisa ser chamado às vezes. Afinal, em caso de emergência, você não quer colocar em risco o que pode ser, literalmente, sua única saída.

Girl and Mother in the Tunnel

Uma vez por ano, pedestres podem andar pelo túnel de Whittier. Via Jen Kinney.

Whittier 4

O abandonado edifício Buckner (esquerda) e as atualmente ocupadas Torres Begich (direita). Via Travis/Flickr.

O Túnel Memorial Anton Anderson (ou como é mais conhecido, Túnel de Whittier) foi construído em 1943 e projetado com trens em mente. A linha traria suprimentos da base protegida de Whittier para Bear Valley. Mais de 60 anos depois, o espaço escavado na Montanha Maynard ainda é o túnel rodoviário mais longo da América do Norte.

Whittier 5

Trem saindo do túnel, em direção a Whittier. Via NAParish/Flickr.

Quando os militares pularam fora e deixaram a pequena enseada aos civis nos anos 1960, a grande e solitária entrada da cidade precisou de uma reforma para combinar com os novos tempos. Uma nova camada de concreto nivelou os trilhos com a estrada, permitindo a convivência pacífica entre trens e carros. Para evitar a claustrofobia esperada, as chamadas “casas seguras” foram espalhadas em vários intervalos, então se algum desastre ocorresse, qualquer um azarado o bastante para ser pego no meio de uma viagem poderia se esconder em um lugar (levemente) mais seguro.

Mas desabamentos não são a única preocupação com um túnel desse tamanho. Os únicos pontos de entrada e saída significam que todo o que excede não tem muitos lugares para escapar. O que explica por que motores a jato de verdade em cada uma das pontas injetam ar através do túnel na direção do tráfego. Dessa forma, se alguma coisa no túnel entrar em combustão, as chamas explodiriam atrás dos carros e no mesmo sentido deles – e não contra o fluxo do tráfego.

Esses são os piores cenários, porém. No cotidiano, a preocupação maior incide sobre o controle do tráfego – o que é uma tarefa bem complicada graças à única faixa existente no túnel. Carros a caminho de Whittier têm a chance de entrar a cada meia hora, enquanto aqueles que estão saindo, a cada uma hora. A presença ocasional de trens torna esse balé uma dança um pouco complicada, uma que foi terceirizada a um algoritmo autômato.

Ainda assim, um humano precisa sentar na frente de seis telas enormes sempre que o túnel está em uso (dependendo da estação, ele fecha às 11h da noite e reabre às 5h30 da manhã), assistindo ao túnel e interferindo quando necessário. Se uma ambulância precisar entrar no túnel quando ele está fechado, é preciso chamar o operador de plantão para abrir aquelas grandes portas.

A dispersão da infraestrutura e o isolamento generalizado é parte do que levou Jen Kinney à enseada repleta de montanhas alguns anos atrás.

“Em termos de como ela funciona enquanto um ecossistema, Whittier é um caso interessante porque ela é única,” Kinney nos explicou. “Por exemplo, pense a respeito de serviços de emergência médica no contexto de uma cidade com um túnel; ele leva em conta todas essas considerações extras. Alguém precisa estar sempre de plantão durante a noite toda para o caso de uma ambulância precisar passar. Um voluntário da emergência precisa estar acessível o tempo todo.

“Todos têm uma função. A cidade simplesmente não funcionaria se pelo menos metade das pessoas não quisesse se voluntariar na emergência ou apenas cozinhar para seus vizinhos quando eles estão doentes – todos têm funções como parte de um organismo maior.”

Whittier 6

First floor, 2012

Whittier no inverno (acima) e um morador no edifício Buckner.  Via Jen Kinney.

Numa cidade do tamanho de Whittier, é realmente dever de todos manter as coisas funcionando. Uns poucos moradores trabalham na ferrovia, alguns monitoram o túnel, mas na maior parte, as pessoas são funcionárias da prefeitura de Whittier mesmo. Seja na limpeza da neve, manutenção dos prédios, funções da cidade ou na escola, para aqueles que ficam o tempo todo, Whittier é o seu sustento.

Por a cidade ser tão pequena, todo mundo desempenha um papel fundamental para manter esse organismo vivo autônomo. Sem a professora do Ensino Médio, sem os voluntários da emergência (mesmo sem os bêbados que ficam no bar o dia inteiro enchendo a cara), as infraestruturas física e social de Whittier não funcionariam.

View of Whittier from the Roof of the Buckner Building

Vista de Whittier do edifício Buckner. Via Jen Kinney.

Os turistas e trabalhadores sazonais que visitam Whittier no verão para trabalhar nas docas e na fábrica de conservas são fáceis de entender. Eles estão lá a trabalho ou só de passagem. Mas e aqueles que se referem a Whittier como seu lar? De acordo com Kinney, quanto mais tempo ela ficava dentro das relativamente poucas paredes da cidade, mais difícil se tornava fazer generalizações sobre o que havia trazido seus vizinhos a Whittier.

“Para um,” explicou Kinney, “viver em Whittier era maravilhoso porque eles eram realmente sociais e podia estar entre pessoas constantemente. E para outros, era realmente maravilhoso porque eles podiam ficar completamente isolados o tempo todo. Mas os motivos dessas pessoas estarem lá e o que as levaram a Whittier, a variedade de histórias é enorme.”

Para a maioria, porém, Whittier é uma cidade transitória. Eles vinham, ficavam por um ano e nunca mais voltavam. Ou vinham como turistas, em algum tour de verão. Ou para atravessar o abandonado edifício Buckner. Mas eram os que ficavam no inverno que compunham seu núcleo.

Whittier 9

Moradora de Whittier. Via Jen Kinney.

Kinney nos contou de como uma mulher se encontrou em Whittier porque sua mãe, uma festeira com problemas com álcool, viajou ao Alasca nos anos 1970, encontrou um trabalho lá, sentiu-se amada e mudou completamente sua vida. Após reparar sua relação com a filha, essa veio visitá-la por dois meses que acabaram se transformando em 35 anos e quatro gerações, todas em Whittier.

Outra moradora se referiu explicitamente a Whittier como um local seguro contra seu ex-marido que abusava dela. Lá, ela instruiu os condutores de trens a não permitirem que ele atravessasse o túnel. Para ela, Whittier significa segurança.

Whittier 10

Vista do edifício Buckner. Via Jen Kinney.

Whittier 11

Moradores de Whittier. Via Jen Kinney.

O que torna Whittier tão fascinante para quem está de fora não é apenas o grupo super diverso de pessoas que acabaram lá, mas que ele tenha permanecido junto em Whittier.

“Você tem esse tipo de camaradagem forçada onde, superficialmente, essas pessoas podem não ter necessariamente nada em comum,” elaborou Kinney. “No verão, tínhamos essas fogueiras e todo mundo aparecia. As idades iam de 17 a 55 anos, porque não é possível que haja muita distinção em um lugar com tão pouca gente…

“Eu já havia morado em Nova York, então estava acostumada a estar rodeada por pessoas o tempo todo; não era isso o que me chamava a atenção. O que era estranho era conhecer a pessoa do outro lado de cada parede. Em muitos casos, sabia exatamente quem vivia nos apartamentos dos lados, acima e abaixo do meu.”

Whittier 12

Igreja em Whittier. Via Jen Kinney.

Quando você começa a se sentir muito fechado, Whittier certamente não facilita uma escapada eventual. Quer entrar no carro e pegar um cineminha em Anchorage, a uma hora dali? Tomara que na volta o túnel permita que você passe de noite. De outro modo, você terá que se virar para dormir. Mesmo que você sinta um impulso, uma vontade repentina, de ir a algum lugar, qualquer lugar, se perder a janela do túnel por apenas um minuto, terá que esperar uma hora antes que as direções sejam trocadas novamente e você possa sair da cidade.

Whittier 13

Gary na Kozy Korner, nas torres Begich. Via Jen Kinney.

Whittier 14

Parquinho interno na escola. Via Jen Kinney.

O que realmente faz com que muita gente fixe residência em Whittier? De acordo com Kinney, uma grande dose de pura inércia.

“Queria quer as histórias das pessoas tivessem um tom dramático, do tipo ‘… e então eu notei que adorava aqui’, mas geralmente eram mais banais do que isso. Pense sobre o motivo de vivermos onde vivemos, em qualquer lugar – em parte é por oportunidades, em outra, vontade e em outra, inércia. Quando você está em algum lugar, é mais fácil permanecer nele. Então não importa o que eu estivesse buscando, por alguma explicação mística do porquê as pessoas amam esse lugar, normalmente se resumia à lealdade. As pessoas são leais a lugares onde estão e àqueles que conhecem.”

No fim, o que mantém pessoas em Whittier não é muito diferente do que nos segura em nossas cidades. A diferença é que, no caso de Whittier, aquela cidade é nada mais do que uma enorme casa.

Buckner theater, 2012

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Como foi criado o bastão de selfie, e por que ele faz tanto sucesso

Eu estava na praia há algumas semanas quando testemunhei uma família de três gerações tirando uma selfie em grupo usando um bastão (ou pau) de selfie. Poucos minutos depois, um casal adulto repetiu a cena. E assim por diante. Na verdade, quase nenhum lugar escapa dele.

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Este pequeno gadget se tornou onipresente em diversos países, mas não é novo. Ele existe há anos – ou melhor, décadas. Agora, ele está atingindo uma massa crítica de usuários para além dos amantes de tecnologia, ampliando nosso campo de visão míope.

Por mais que você deteste o pau de selfie, por mais que você odeie o nome “pau de selfie”, e por mais que você despreze essa forma de expressar o narcisismo, ele é uma invenção brilhante. Afinal, não é de hoje que as pessoas querem tirar fotos de si próprias.

De onde veio o pau de selfie?

Segundo a New York Magazine, o inventor canadense Wayne Fromm está em uma missão para combater as numerosas “imitações” de sua patente US 7.684.694, que descreve um aparato para apoiar uma câmera e o método para usá-lo.

A patente é uma das primeiras sobre o assunto nos arquivos do USPTO, órgão americano de patentes. Ela foi solicitada em 2006 e concedida em 2010:

Patentes do bastao de selfie (1)
Aparato para apoiar uma câmara e método para utilizar o aparato“, patente apresentada em 2006 por Wayne G. Fromm.

O problema com os processos jurídicos de Fromm, como detalha a NYMag, é que você não pode patentear uma ideia genérica: “imitações” simplesmente baseados no mesmo conceito geral não necessariamente infringem uma patente específica.

Patentes do bastao de selfie
Dispositivo para estabilizar a câmera“, patente solicitada em 2012 por Wayne G. Fromm.

Além do mais, o pau de selfie não foi a ideia singular de uma pessoa. Trata-se de uma conclusão à qual chegaram várias pessoas ao mesmo tempo, uma resposta à popularidade das selfies no Facebook, Instagram e Snapchat. Outra patente, solicitada apenas três semanas após a patente de Fromm, mostra um dispositivo semelhante:

Patentes do bastao de selfie (2)
Braço retrátil de câmera“, patente solicitada por Michael Daoud e John R. Stump em 2006.

Na verdade, o século XX teve diversas versões do pau de selfie. Esta patente de 1988 descreve um bastão portátil para câmeras de vídeo, que permite gravar de cima e observar as imagens em um monitor remoto:

Patentes do bastao de selfie (3)
Suporte portátil para câmera de vídeo/monitor“, patente solicitada em 1988 por Donald N. Horn e Bern Levy.

Enquanto isso, uma imagem desenterrada de uma revista de 1995 com “invenções japonesas inúteis” prova que o bastão de selfie veio antes dos smartphones modernos:

Bastao de selfie em 1995
Imgur

E claro, existem os monopods, bastões que ajudam a estabilizar a imagem de SLRs (ou DSLRs) sem precisar de um tripé. Eles permitem tirar fotos do alto – de uma multidão, por exemplo – e também para tirar selfies.

Primeira selfie

Muito antes de câmeras digitais existirem, o bastão de selfie já rondava o mundo. Há algumas semanas, a BBC perguntou: “esta foto de 1925 mostra o primeiro ‘bastão de selfie’?“. Era uma foto tirada há 90 anos por um casal, aparentemente por uma câmara montada na extremidade de uma vara.

Câmeras amadoras da década de 1920 não conseguiam capturar um autorretrato com foco quando seguradas à distância do braço, diz [Michael Pritchard, diretor-geral da Royal Photographic Society]. Por isso, os fotógrafos de selfie teriam que usar um disparador remoto, como um cabo, ou então – como Arnold Hogg aparentemente fez – construir seu próprio dispositivo.

Ou seja, não houve uma única pessoa que inventou o pau de selfie: ele surgiu de diferentes formas, em resposta a uma necessidade grande o suficiente para ele.

A melhor perspectiva é de cima

Nós estamos tentando capturar imagens de nós mesmos há décadas, e não apenas com bastões de selfie. Na verdade, a vigilância de cima é difundida em nosso mundo – seja por drones, satélites ou até filmes.

Por que somos tão obcecados em olhar para nós mesmos (e outros) de um ponto de vista alto? Bem, porque fotos em um ângulo maior parecem mais atraentes. O que está mais longe da câmera parece menor, ou seja, seu corpo parecerá mais magro. E fotografado de cima, seu rosto também recebe uma iluminação melhor. É por isso que um bastão de selfie não pode ser substituído por outra pessoa tirando uma foto de você.

Selfie no topo de edificio

Há também uma teoria bem interessante vinda de Richard Coyne, crítico de tecnologia e design. Ele descreve as selfies tiradas por exploradores urbanos adolescentes que sobem até o topo de arranha-céus como “uma expressão contemporânea e dinâmica do sublime”.

Em seu livro Technoromanticism, ele também aponta para uma citação de Michael Benedikt, crítico de arquitetura:

Somos bombardeados em toda parte por imagens de oportunidade e de fuga; as próprias circunstâncias de uma vida humana livre e significativa se tornaram caleidoscópicas, vertiginosas. Sob estas condições, definir a própria realidade tornou-se incerto. São necessárias novas formas de instrução e novos meios de orientação.

O que ele quer dizer com isso? É que nós passamos nossos dias vendo o mundo através de uma multiplicidade de telas e perspectivas, a maioria das quais não estava disponível até algumas décadas atrás. Existe um exagero de novas maneiras de ver o mundo, e de ver nós mesmos.

No entanto, há poucas formas de nos vermos de cima, do nosso melhor ângulo, de como “realmente” somos. O bastão de selfie é a forma mais fácil e mais barata de fazer isso.

Selfie na feira CES
Pau de selfie na feira de tecnologia CES

Na última década, o paradigma dominante em tecnologia é tentar descobrir como o nosso mundo real e a nossa vida nas telas deveriam (ou não) se conectar. O Google Glass, por exemplo, permite gravar o mundo real e interagir com o digital, mas provou-se uma forma complicada de fazer algo simples. (Ele deixará de ser vendido e será reformulado, desta vez de forma secreta.)

Por outro lado, o bastão de selfie resolve um problema complexo – que grandes empresas de tecnologia falharam em resolver – com a solução mais idiota e mais lógica que há. Ao contrário do Google Glass, de smartwatches, drones, e quaisquer outros meios visíveis de colocar o mundo real na internet, o bastão de selfie é um objeto anônimo, quase descartável, cujo produto real é a imagem que ele facilita criar. Ele nos permite tirar fotos de nossa vida real, por mais bobas ou sensacionais que sejam.

Quem usa pau de selfie talvez pareça meio tonto para os outros, mas pelo menos está sendo honesto.

Imagem inicial: AP Photo/Manish Swarup

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TouchArcade Game of the Week: ‘Shadowmatic’



The idea behind the TouchArcade Game of the Week is that every Friday afternoon we post the one game that came out this week that we think is worth giving a special nod to. Now, before anyone goes over-thinking this, it doesn’t necessarily mean our Game of the Week pick is the highest scoring game in a review, the game with the best graphics, or really any other quantifiable “best” thing. Instead, it’s more just us picking out the single game out of the week’s releases that we think is the most noteworthy, surprising, interesting, or really any other hard to describe quality that makes it worth having if you were just going to pick up one.

These picks might be controversial, and that’s OK. If you disagree with what we’ve chosen, let’s try to use the comments of these articles to have conversations about what game is your game of the week and why.

Without further ado…

 

Shadowmatic

This week we saw the somewhat out-of-nowhere release of Shadowmatic [$2.99], a game that we’ve been waiting for for a pretty long time. We first caught wind of a trailer for the game back in December of 2013, and the last time we heard any news about its development was May of last year. So it was surprising to see Shadowmatic pop up in the new games this week, as we really had no idea what was up with it, but I’m sure glad it’s finally here. Shadowmatic is a beautiful, relaxing little experience that feels incredibly unique. At the same time, you can draw comparisons to some of iOS’s other novel experiences like Zen Bound, Find the Line and Blueprint 3D.

The premise behind Shadowmatic is that an abstract object is held up in mid-air with a bright light source shining right on it. The light casts a shadow of the object on a wall, and your job is to manipulate the abstract object causing its shadow to change, until eventually that shadow creates the silouette of a known object. Confused? That’s OK, it’s a strange concept to try and describe. Watch the launch trailer to get an idea of what Shadowmatic is all about.

One thing that’s evident in the trailer and even more pronounced in person is just how gorgeous Shadowmatic is. The lighting and shadows are just beautiful, and the objects themselves have this sort of hyperrealistic look to them. Even if there weren’t any puzzle aspects to the game, Shadowmatic would still be fun simply as a digital toy. There’s something strangely satisfying and personal about twirling the little objects around using the touchscreen, and it’s one of the big reasons I loved the Zen Bound games so much over the years. Shadowmatic has a very similar relaxing vibe, and you can kind of just zone out playing with the objects and appreciating the visuals.

So it’s almost like an added bonus that there’s a “game” part to Shadowmatic. Finding the appropriate silhouette for each level is definitely fun, though not particularly challenging. At least not yet. Perhaps later in the game the difficulty will ramp up, but honestly, I wouldn’t care if it didn’t. I’m just enjoying the experience as it comes, so if Shadowmatic looks interesting to you, I’d definitely recommend checking it out. It’s fun, it’s unique, and it’s the perfect type of game to show off to people who typically don’t play video games, as it’s almost like an interactive piece of art.

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Como os médicos simulam a morte para ajudar a trazer você de volta à vida

Mark está deitado na mesa de operação à minha frente, e é óbvio que seu dia deu uma virada para pior. O que é bem ruim, porque o dia dele começou muito bem.

Cerca de três horas atrás, este cientista de 42 anos que praticava corridas de longa distância entrou em cirurgia para remover um tumor maligno da tireoide. Depois de um procedimento tranquilo, o cirurgião fechou o ferimento, e agora o tumor está repousando pacificamente em uma mesa a menos de um metro de mim. Mark não tinha mais uma glândula tireoide, porém estava ótimo.

Agora, no entanto, Mark não está bem. De fato, ele está bem doente. Pra falar a verdade, ele está morto.

Este é um trecho de SHOCKED: Adventures in Bringing Back the Recently Dead, do médico David Casarett.

Eu sei disso porque Mark não está se movendo, respirando ou tendo qualquer um dos muitos comportamentos que são sinais normalmente confiáveis de vida. Eu também sei disso porque há um monitor à minha direita que mostra sinais vitais, e eles estão ausentes de forma bem conclusiva. Por exemplo, eu estou monitorando sua respiração (nula), taxa de batimentos cardíacos (zero), pressão sanguínea (nada) e traçado de eletrocardiograma (horizontal). É um exemplo perfeito de alguém que está inegavelmente morto, sem chance de volta.

E ainda assim, apesar da morte trágica e prematura deste homem de 42 anos, os oito médicos e enfermeiros ao redor da mesa de operação estão dando risadinhas nervosas. Um anestesista está tentando arduamente forçar ar para dentro dos pulmões de Mark, mas os pulmões não parecem cooperar. Um cirurgião cutuca o pescoço de Mark com um bisturi do mesmo jeito que você usaria uma vara para cutucar uma colmeia – ou seja, sem qualquer entusiasmo aparente.

A não ser que algo milagroso aconteça, está parecendo cada vez mais que nosso atleta de fim de semana nunca mais vai correr uma maratona. Ainda assim, as risadas continuam. Isso, eu penso, vai ser difícil de explicar para a família de Mark.

Por sorte, no entanto, essa conversa não será necessária. Esta não é uma sala de operação real e Mark não é um paciente de verdade. Eu estou no centro de simulação da Universidade da Pensilvânia designado para recriar as circunstâncias, a confusão e a ansiedade das emergências médicas reais. E tudo isso – os traçados de ECG, o histórico do paciente, e até mesmo os aparatos da sala de operação em nosso redor – compõe o cenário e os adereços de um drama elaborado, que ajuda equipes de salas de operação a aprenderem como responder ao inesperado.

No cerne da nossa simulação está nosso paciente, conhecido hoje como “Mark”. Ele é, na verdade, um manequim de metal e plástico. Seu histórico é fictício e sua fisiologia é simulada.

No entanto, ele é projetado com cuidadosa atenção aos detalhes. Dessa forma, a equipe de médicos e enfermeiros pode fazer praticamente tudo que poderia realizar em um paciente real. Por exemplo, quando o anestesista insere um tubo de respiração nos pulmões de Mark, um sensor mostra o aumento no oxigênio em um monitor sobre a mesa de operação. É um arranjo realmente incrível, que diz à equipe o que eles estão fazendo certo. Ou errado, no caso de Mark.

Desfibrilador

Mas, repentinamente, o futuro de Mark parece um pouco mais brilhante. Um enfermeiro chegou com um desfibrilador automático: uma caixa de plástico com o tamanho de um engradado de cerveja. O desfibrilador é equipado com cabos que são ligados a pastilhas no peito de Mark. A sala fica quieta por um momento, e o desfibrilador desperta à vida.

Todos nós soltamos um suspiro de alívio. É como se o colega extrovertido e favorito de todos tivesse acabado de chegar a uma festa desesperadamente chata. Mas só leva dois segundos para que eu deseje que esse convidado em particular nunca tivesse chegado.

Logo que é ligado, o recém-chegado demonstra que tem a capacidade de falar. (Isso não é incomum. A maior parte dos desfibriladores, particularmente aqueles usados em locais públicos, oferecem informação audível sobre o ritmo que detectam, além de instruções para os utilizadores.)

Infelizmente para todos nós, esse desfibrilador em particular tem uma voz áspera, que de alguma forma consegue ser tanto abrasiva quanto cheia de tédio. Em resumo, ela lembra muito os malignos Daleks, famosos em Doctor Who. E está usando essa voz, agora, para dizer à equipe: “continue a RCP”, a reanimação cardiopulmonar.

O conselho do Dalek é recebido com um grande rodar de olhos pelos médicos e enfermeiros que estavam fazendo exatamente isso nos últimos cinco minutos. Eles sabem que o ritmo das batidas do coração de Mark não está detectável. Ou seja, ele está em assistolia, por isso não há ritmo anormal para dar um choque e retornar ao normal. Eu temo que essa máquina não corresponda às expectativas geradas por sua entrada triunfal.

Mas repentinamente, para a surpresa de todos, agora o coração de Mark apresenta um ritmo. É anormal, mas é um ritmo. E essas são boas notícias. O Dalek não consegue conter seu entusiasmo. Após um momento de análise, ele entrega um diagnóstico.

“Fibrilação ventricular”, ele anuncia, orgulhoso. “Mantenha distância”, ele avisa. Se esse desfibrilador Dalek fosse uma pessoa de verdade, ele estaria empertigado de vaidade, inflando o peito. Agora ele é o centro das atenções. Ele é o cara.

O desfibrilador administra um choque, e então os médicos e enfermeiros se aproximam como pássaros mergulhando em uma pilha de migalhas de pão. Mas Mark ainda está em fibrilação ventricular e, de novo, está sem pulso. Então eles seguem um protocolo cuidadosamente ensaiado de RCP e remédios intravenosos, com breves pausas para que o desfibrilador administre mais choques.

Depois de alguns minutos, uma das enfermeiras anuncia que o coração de Mark está no ritmo normal. Ele está vivo. O pessoal se cumprimenta e a equipe sai para preparar os relatórios. Mas o pobre desfibrilador que salvou o dia não tem braços nem mãos, e é deixado de fora das comemorações. Ao passar, quase como uma reflexão tardia, uma das últimas enfermeiras a sair o alcança e aperta seu botão desliga. Eu juro que consigo ouvir um suspiro de desapontamento quando as luzes dele piscam e, então, se apagam.


Capa do livro ShockedRepublicado de SHOCKED: Adventures in Bringing Back the Recently Dead, do médico David Casarett, postado aqui com permissão do Penguin Group (USA).

David Casarett, M.D. é médico, pesquisador e professor titular na Escola de Medicina Perelman da Universidade da Pensilvânia. Seus estudos incluíram mais de dez mil pacientes e resultaram em mais de cem artigos científicos e capítulos de livros, publicados em importantes periódicos médicos, como o Journal of the American Medical Association e The New England Journal of Medicine. Seus muitos prêmios incluem o Presidential Early Career Award for Scientists and Engineers dos EUA.

(Fotos por Shutterstock/sfam_photo e Bernhard Wintersperger/Flickr)

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