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Por que alguns cubos de gelo são cristalinos, e outros, turvos?

A não ser que você tenha uma máquina de gelo profissional em casa, é muito provável que o gelo do seu freezer seja turvo. Um truque popular para fazer cubos de gelos mais cristalinos é congelar água destilada ou água fervida previamente. Contudo, mesmo esses truques não garantirão o cubo de gelo perfeitamente translúcido que você encontra em bares e restaurantes chiques.  Isso porque a transparência do gelo não depende apenas da pureza da água utilizada, o que significa que mesmo que você recolha as lágrimas de um santo e as purifique no melhor filtro do mundo, seu gelo ainda terá algumas bolhinhas.

Então qual é o segredo?

Peço para aqueles que tem tempo de sobra irem até a pia mais próxima para encher um copo de água. A não ser que você tenha enchido um copo sujo ou que more em um lugar com péssimo encanamento, teremos um copo de água perfeitamente límpida. É claro que poderemos ver algumas partículas insignificantes flutuando pelo copo, mas não o suficiente para explicar porque temos a impressão de que alguém enfia milhares de bolhas de ar dentro do freezer toda vez que você faz alguns cubos de gelo.

A resposta para esse mistério está na temperatura da água.  Muitas impurezas podem ser diluídas em um copo de água na temperatura ambiente. Como você deve lembrar das aulas de química do colégio, quanto mais quente a água, maior a quantidade de uma substância que ela é capaz de diluir. O açúcar, por exemplo, tem ligações moleculares muito frágeis, que se quebram com uma pequena quantidade de energia. Dessa forma, quando esquentamos a água e aumentamos sua energia, a quantidade de açúcar que essa água pode dissolver também aumente — e vice-versa. Você já deve ter observado esse fenômeno ao notar a diferença entre adoçar um chá quente e um chá gelado; ou após deixar que um copo de café adoçado esfriasse, notando que o açúcar é dissolvido completamente quando ele está quente, mas se acumula no fundo da caneca quando o café esfria.

É basicamente isso que acontece com o gelo. Quando a água é esfriada, todas as impurezas que estava alegremente diluídas na temperatura ambiente se separam do líquido e se tornam visíveis.

Você deve estar se perguntando porque essas impurezas tendem a se juntar no centro do cubo de gelo, ao invés de se espalhar uniformemente pelo cubo. Isso ocorre porque a água se cristaliza durante o processo de congelamento. Esse processo de cristalização ocorre de forma mais eficiente onde não há impurezas. Como resultado, as impurezas são empurradas, na água ainda em seu estado líquido, para o centro do cubo, enquanto a água é congelada de fora para dentro. É claro que eventualmente esse restinho de água também se solidifica, congelando também as impurezas.  (Esse conhecimento pode ser usado como uma forma de purificação de água: a água é congelada e depois derretida, mantendo-se apenas a parte clara dos cubos.)

Isso explica porque cubos de gelos parcialmente congelados, com o centro ainda no estado líquido, costumam ser bem transparentes — a água com sedimentos e impurezas ainda não esfriou o suficiente para torná-los visíveis.

O que são essas impurezas, exatamente, e de onde elas vêm? As sujeirinhas mais comuns são o cal, o fluoreto, o cálcio e uma série de outros materiais orgânicos que estão quase sempre presentes na água (vários deles são benéficos para a saúde, como o cálcio e o magnésio). Esquentar, descalcificar ou filtrar a água são formas de retirar algumas, ou até mesmo a maior parte dessas impurezas, e é por isso que a água fervida ou filtrada pode gerar cubos de gelo relativamente mais límpidos.

No entanto, como já mencionado, tirar todas essa impurezas não te garantirá um cubo de gelo completamente transparente. Então qual é o outro segredo? Conforme a água se cristaliza, pequenas bolhas de ar se formam dentro do líquido. Essas bolhas acabam presas dentro da água congelada, como todas as outras impurezas. Máquinas de gelo profissionais evitam que isso ocorra congelando a água em camadas, o que impede a formação dessas bolha de ar. Eles também costumam congelar a água de forma extremamente lenta (com uma temperatura muito maior do que a dos freezers comuns) para formar cristais de gelo maiores e para permitir que qualquer bolha de ar que venha a surgir escape antes do congelamento total.

Informação extra:

  • Será que é possível produzir cubos de gelos transparentes em casa, sem um freezer caríssimo? A resposta é sim; com um pouco de conhecimento e as ferramentas certas, você pode fazer cubos de gelo perfeitamente cristalinos para impressionar seus amigos. Clique aqui para descobrir uma das técnicas.
  • Outro fenômeno interessante que você pode ou não ter observado é que os cubos de gelos encolhem após algumas semanas dentro do freezer, graças à evaporação direta do estado sólido para o gasoso, sem que a água se liquidifique durante o processo. Isso é conhecido como sublimação.
  • O gelo encontrado na natureza é tipicamente transparente porque a água da chuva (e da neve) costuma ser bastante “pura”, ou livre da maior parte das impurezas (apesar da poluição do ar interferir nisso); esse gelo também costuma ser formado por neve congelada em camadas, o que impede a formação de bolhas.

Karl Smallwood escreve para o imensamente popular site de informações interessantes TodayIFoundOut.com. Para assinar o newsletter do Today I Found Out’s, clique aqui, ou curta sua página do Facebook. Você também pode dar uma olhadana conta do Youtube do site.

Esse post foi republicado com a permissão do TodayIFoundOut.com. Crédito  da imagem do topo:al 1962/Shutterstock.

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Meu mergulho na busca por iluminação através da privação sensorial

Você está completamente nu, na escuridão total. Está encharcado e completamente só, e o lugar onde você está preso é tão pequeno que você não consegue se levantar. O único som são as batidas do seu coração. Você é um bebê indefeso em um ventre mecânico.

Isso parece a descrição de um método de tortura saído de um pesadelo, mas é apenas a “flutuação”, um tratamento holístico cada vez mais popular.

Flutuação é o termo que os adeptos da prática usam para descrever as sessões em tanques de privação sensorial, conhecidos também como câmaras de isolamento. Esses tanques possuem uma pequena camada de água, e quem entra neles flutua em um ambiente escuro e sem som algum. A prática também é conhecida como REST (“Técnica de Estimulação em Ambiente Restrito”, em português) e centros de flutuação espalhados pela América do Norte e Europa vendem sessões de privação sensorial para um crescente número de entusiastas.

Existem diferentes tipos de tanques, mas todos oferecem um ambiente escuro e solitário para momentos de reflexão, uma chance de buscar o inefável boiando em 25 centímetros de água morna.

Para os defensores da privação sensorial, as horas de isolamento não são nada angustiantes; eles alcançam um estado calmo e meditativo — como em um retiro de yoga, mas sem todo o alongamento, suor e mentalização dos chakras. O grupo de defensores ferrenhos da prática incluem o lutador de MMA Pat Healy e o comediante Joe Rogan.

O tratamento se tornou tão popular nos anos 80 que o New York Times publicou uma matéria sobre o assunto, mas o hobby perdeu popularidade após algumas pessoas ficarem com nojinho de deitar na mesma água que estranhos. Atualmente, os sistemas de filtragem são melhores, os tratamentos alternativos caíram no gosto popular e os centros de flutuação estão mais uma vez no auge. Existe até uma conferência anual, organizada por um dos primeiros centros de flutuação, localizado em Portland, em Oregon.

Um novo centro, Float Toronto, abriu suas portas no começo do ano a algumas ruas de distância do meu apartamento. Eu fui até lá para descobrir se eu conseguiria atingir a paz interior me isolando do mundo exterior — ou se eu só ficaria toda molhada.

Todos a flutuar

Quando eu entrei no Float, me deparei com um lugar muito zen, algo parecido com minha imagem mental de um spa para artistas sensíveis. Havia lâmpadas de cristal rosa espalhadas por mesas de madeira artesanal, para purificar o ar. Eu lembrei ter lido que a Yoko Ono ama câmaras de privação sensorial. Fazia muito sentido. Parte de mim esperava vê-la jogada em uma almofada orgânica, absorta em um cântico gutural. Ao invés disso, encontrei um cliente não famoso que me perguntou se eu já havia flutuado antes.

Eu estava certa de que a Yoko Ono aprovaria o espaço, mas não tinha certeza se sentia o mesmo. Eu estava gripada e com uma baita ressaca, resultado de um fim de semana com várias festas de casamento. Estava com medo de flutuar sozinha, com nada na minha mente além da minha doença e da minha permissividade. Estava com medo de me sentir uma burguesa, pelada e idiota. A ideia de estar presa em um espaço pequeno e sem iluminação é assustadora, assim como a possibilidade de eu ter alguma alucinação ou emergir do tanque com uma devoção cega à comunicação interespécies.

Ao longo das próximas horas, eu iria (não necessariamente nessa ordem) ter medo de morrer e achar o tratamento superestimado… e ainda assim, no final emergi do tanque como uma convertida relutante.

O homem que flutuava

Havia um motivo para eu temer alucinações com golfinhos falantes. O tanque de privação sensorial tem uma história bizarra, e não no sentido engraçadinho. No caso, a história envolve uso de drogas psicotrópicas e sexo entre humanos e golfinhos.

O tanque foi inventado em 1954 por John C. Lilly, um médico e neuropsicólogo. Lilly veio de uma família de bancários e socialites, e frequentou escolas conceituadas, mas ele não se interessava pelo mercado de ações, uísque ou outros interesses comuns aos homens brancos e ricos. Ele desenvolveu o tanque quando trabalhava para a Secretaria de Saúde Pública dos EUA.

Suas tentativas de isolar a mente humana de todo estímulo externo foram, muito provavelmente, seu empreendimento menos bizarro. Alguns anos depois, ele criaria o Instituto de Pesquisa Comunicativa na Ilhas Virgens, um centro de pesquisa voltada para a comunicação com golfinhos.

Ele começou a ingerir quantidades que impressionariam Hunter S. Thompson de LSD, ketamina e outras drogas antes de entrar nos tanques de privação — e quando ele tentava se comunicar com golfinhos. Ele encorajou uma assistente de pesquisa a masturbar um golfinho chamado Peter, em uma tentativa de ensiná-lo a falar.

Por volta dessa época Lilly se convenceu de que havia liberado o conhecimento intergalático enquanto pirava dentro de seu tanque de flutuação. Sua vida serviu de inspiração para um filme de terror chamado Viagens Alucinantes, mas sua carreira científica era tão ferrada quanto Pete, o golfinho.

E ele tinha essa cara:

lilly

Imagem retirada do YouTube

Apesar dos projetos de Lilly terem se tornado algo que um drogado fã de Reiki escreveria em um fórum hippie, suas pesquisas sobre privação sensorial tiveram um impacto duradouro. Existem pesquisas que apontam os diversos benefícios da privação sensorial, que incluem a redução de dor e estresse. Muitos afirmam que o tratamento diminui a transmissão de ondas alfa e aumenta a incidência de ondas teta no cérebro, de forma similar à meditação e ao sono.

Segundo sua entrevista para o Men’s Journal, o Dr. Peter Suedfeld, um pesquisador da privação sensorial, afirma que tanques de flutuação auxiliam em “problemas envolvendo o sistema nervoso autônomo, como a insônia, os sintomas de estresse, disfunções do sistema esqueleto-muscular, dores de cabeça crônicas, e outros”. O centro Float On, em Portland, está colaborando com outros centros em uma pesquisa sobre os benefícios do uso do REST para o tratamento das dores da fibromialgia. Atletas como Carl Lewis do Philadelphia Eagles e o time olímpico australiano já usaram os tanques.

Não existe nenhum estudo conclusivo que afirme que sim, flutuar te faz um atleta melhor ou melhora a sua saúde mental. A maior parte da popularidade do tratamento se deve a evidências anedóticas e à propaganda boca a boca. O fato do criador dos tanques ser mais conhecido pelo uso de drogas e bestialidade não ajuda muito.

Se liga, vai nessa, entra no tanque

Sim — eu estava um tanto cética quanto ao que aconteceria comigo.

Antes de entrar na salinha particular do tanque, eu conversei com os surpreendentemente jovens donos do Float, Sean Lavery e Jesse Ratner-Decle. Acabei descobrindo que tínhamos amigos não-hippies em comum, o que me deixou um pouco aliviada. Os dois são nutricionistas de Vancouver e evangelistas moderados do REST. Eles não exalam aquela arrogância agressiva que você sente em estúdios de yoga independentes, mas eles estavam claramente empolgados com seus tanques e seu novo negócio.

Lavery me levou até meu tanque, explicando que a minha sessão duraria 60 minutos; algumas pessoas preferem agendar sessões mais longas.

O centro oferece um roupão e uma toalha brancos e fofos, e cabe a você decidir entre fones de ouvido de silicone ou espuma. Recebi as instruções de me despir, tomar uma ducha, secar meu rosto e orelhas cuidadosamente e entrar no tanque. Uma música calma marcaria o fim da minha sessão.

O tanque era grande, quase como uma mini-van pequena, branca e quadrada — com 2 metros e 40 de comprimento, e 1,20 de altura e largura. Ele parecia europeu, de alguma forma, mas Lavery me diria depois que ele havia sido fabricado em San Diego. Não havia nenhuma tranca no tanque, o que era um alívio, porque eu não conseguia parar de pensar em um dos filmes da série Premonição, no qual duas garotas ficam presas em câmaras de bronzeamento. Eu também lembrei da cena de Shortbus na qual o personagem principal encontra uma dominatrix em um tanque de privação sensorial. Me perguntei se alguma dominatrix já havia flutuado naquele tanque.

O fundo do tanque era azul como uma piscina. Eu fiz o que me mandaram e entrei na poça de 25 centímetros de profundidade, fechando a tampa do tanque e esperando que eu não fosse a primeira pessoa a morrer em um tanque de privação sensorial.

tanque1

Foto por Kate Knibbs

O interior do tanque virou um breu na mesma hora. Eu já havia lido sobre a incrível flutuabilidade da água, mas ainda assim fiquei surpresa. Para atingir o maior nível de flutuabilidade possível, eles dissolvem sais de Epsom nos tanques. Como os sais de Epsom contêm magnésio, a água fica com um textura acetinada e viscosa.

Tive que controlar a sensação de pânico que subiu pelo meu peito, como se eu soubesse que alguém estava para cortar meu oxigênio. Tentei fingir que era uma maratonista sueca sábia e experiente, usando esse tratamento como um remédio para as minhas juntas desgastadas. Concluí que maratonistas suecos não devem ter medo de tanques de privação sensorial.

Os próximos 10 minutos passaram muito devagar. A água, mantida a 34 graus Celsius, tem uma temperatura tão próxima à da pele que se torna imperceptível. Eu sabia, racionalmente, que estava molhada, mas a sensação era tão neutra que eu não conseguia diferenciar quais partes do meu corpo estavam para fora da água e quais estavam submersas. Tentei comprovar se me virar era tão difícil quanto eles disseram que seria, caso eu caísse no sono. E sim, é muito difícil se virar no tanque. Eu descansei minhas mãos na barriga, como uma lontra, e pensei se conseguiria ter uma alucinação voluntária com uma amiguinha peluda. Mesmo sem nenhum estímulo externo, eu não possuo esse nível de controle mental. Continuei minha sessão sem nenhuma lontra para me guiar espiritualmente.

O tempo começou a passar mais rápido. Eu não dormi, nem tive alucinações. Não mergulhei no abismo infinito da minha alma. Decidi cozinhar a tilápia congelada no jantar e ir para a academia no dia seguinte, e me perguntei se algum dos outros clientes já havia urinado no tanque (eu não urinei no tanque). Eu esperava que minha mente explodisse e se expandisse, e me senti estúpida por esperar alguma idiotice hippie na qual eu nem acreditava. Pensei mais uma vez que estava sendo uma burguesa pelada e idiota. Bati meus pés contra o fundo do tanque até bater minha cabeça na tampa, o movimento da água substituindo a quietude.  Foi aí que comecei a me sentir bem mole.

Quando a música que sinalizava o final da sessão começou a tocar, eu não sei no que estava pensando. Apesar de não ter dormido, em algum momento eu deslizei até o limiar entre o sono e a consciência. Era como se eu tivesse dormido profundamente por horas.

Toquei a tampa da câmara e me parabenizei por estar tão rejuvenescida. Mas a saída não estava lá! “Merda”, eu pensei, “Ou eu estou vendo coisas e preciso sair dessa alucinação, ou isso é um plano de assassinato muito elaborado”. Eu tateava e não encontrava a alavanca que abria a porta, e comecei a entrar em pânico de novo. Comecei a esmurrar a lateral do tanque. Foi aí que eu coloquei minha mão no outro lado do tanque e achei a alavanca. Eu havia me movido, sem perceber, até ficar na diagonal. Eu estava tentando abrir a lateral do tanque. Grata por ninguém ter notado minhas batidas nervosas, eu saí do tanque, tomei uma ducha, e fui conversar com os donos.

Eles estavam oferecendo um chá de toranja de brinde. Bebi várias xícaras enquanto falava com os donos. Qualquer um que recuse chás caros é um tolo — essa merda tem antioxidantes. Eu me sentia como a Shailene Woodley. Estava me sentindo novinha em folha e, de alguma forma, com o pensamento ao mesmo tempo claro e confuso. Apesar de eu ter passado o que pareceu uma eternidade dentro do tanque pensando em como eu era imune à meditação, eu me sentia extremamente relaxada.

Folheando um livro em branco disponível para a troca de experiências dos clientes, li algumas coisas que me deram vergonha; poemas sobre espíritos saltando de corpos e desenhos de coroas de flores representando, penso eu, a alegria infantil. Por mais que eu não conseguisse evitar rolar os olhos para alguns dos relatos, eu não podia negar que me sentia bem melhor. Eu imediatamente recomendei o tratamento para meu companheiro e parentes, chegando até a sugerir que eu compraria sessões de presente para eles. Ainda me sinto melhor, mesmo dias depois.

Esses centros de flutuação não são baratos. Uma sessão de apenas uma hora custa US$60 no Float Toronto, e a maior parte dos preços que eu pesquisei em outros lugares fica nessa média. Se o que eles vendem é um embuste, ele é bem caro. Mas se o negócio for real, eu posso ver esses lugares fazendo muito sucesso. Afinal, US$60 não é tão caro quando estamos falando da diferença entre se sentir como alguém que foi atropelado por um caminhão de ressaca ou se sentir como alguém que foi abraçado por Jesus em uma montanha divina.

Mas se eu começar a falar sobre prestar favores sexuais para golfinhos nas próximas semanas, vocês saberão de quem é a culpa.

[Imagem via]

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What Are You Looking Forward to in 2015?

Whether or not your muscle memory is used to writing it on checks yet (People still write checks, right?), it’s now 2015. Hopefully everyone had a safe and happy New Year’s Eve (I got knighted at Medieval Times), a hangover that wasn’t too terrible on New Year’s Day, and are now excited to share images like these on Facebook:

happy-new-year-2015-greetings-hd

happy-new-year-2015-greetings-hd

But, more specifically, when it comes to our interests here, I figured I’d open the floor to see what people who read TouchArcade are most excited for next year. If forum activity is any indication, it’d be excitement surrounding The Wild which is a single player DayZ-like which we’ve posted about before.

Personally, I’m excited for more Metal games. Vainglory [Free / Free (HD)] really blazed a path with what is possible using Apple’s new iOS 8 performance enhancing API’s, and man does that game look great. Hopefully other developers took note that when you go that H.A.M. on building something that rad on iOS that Apple goes hog wild promoting your project. They got prime keynote featuring, and even a TV commercial featuring Jimmy Fallon and Justin Timberlake:

I’m also excited to see what if anything Apple does with the inevitable iPhone 6S and how they decide to label the iPhone 6 Plus S (that’s a mouthful). As ridiculous as “bendgate” was, it spread everywhere to the point that my own grandmother who recently asked me if “Facebook comes through the TV” or if it was a magazine knew about it. Regardless of how stupid it is, bend tests in this horrible post-bendgate world we live in will now become commonplace for new devices.

I feel like I’ve been saying this forever, but I really hope 2015 brings us cheaper MFi controllers. There’s still so much potential there, but it’s trapped under the high price points of the accessories. There aren’t really any “killer” MFi games because it’s a lot like the iCade- Implementing support seems to be sort of an afterthought because developers know the install base is so low that spending a lot of time on it isn’t worthwhile. I’d love it if that changed and it eventually made sense to make a game that primarily was for MFi controllers. We’ve got a long way to go though.

I could go on forever, as there’s a lot of pokers in the proverbial iOS fire right now. More importantly, what kind of stuff are you guys looking forward to this year?

Publicado por: TouchArcade - Continue lendo: http://toucharcade.com/feed/

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Veículo da NASA em Marte vai receber cirurgia no cérebro a milhões de quilômetros de distância

O veículo Opportunity surpreendeu todos ao explorar o planeta vermelho mais de uma década após o fim previsto de sua missão. Depois de tanto tempo, ele está mostrando sinais da idade – mas a NASA tem um plano para fazê-lo durar ainda mais.

Como fica uma sonda após passar uma década em Marte

O Oppy – nome pelo qual a NASA chama seu rover no Twitter – chegou em Marte há 11 anos, em janeiro de 2004. Ele deveria funcionar apenas por alguns meses: 90 dias marcianos, ou cerca de 92 dias terrestres. Mas o Oppy continuou explorando o planeta muito depois de sua vida útil prevista.

Bem, uma hora até os robôs de metal sucumbem ao tempo. Em agosto, a NASA informou que o Oppy estava sofrendo de “amnésia”. A memória flash do rover (256 MB) começou a se desgastar depois de tanto uso, então o rover passou a ignorá-la, salvando seus dados na RAM, que não retém informações se o sistema for desligado.

Isso significa que o Oppy está salvando dados, desligando à noite, e acordando sem qualquer memória das tarefas que ele completou. Durante o Natal, o Oppy parou de se comunicar com a equipe da NASA na Terra – mas ele finalmente voltou a responder.

Como corrigir um robô que está a 200 milhões de quilômetros da Terra, e que usa hardware projetado há mais de uma década? Bem, a Discovery News diz que a NASA vai “hackear” o software do Oppy à distância. O plano é fazer o rover pensar que sua memória flash tem apenas seis bancos, em vez de sete; com isso, ele vai pular o banco de memória defeituoso que faz o Oppy salvar tudo na RAM.

“É como ter um parente idoso, que tivesse boa saúde – fizesse uma corrida todo dia, jogasse tênis – mas nunca se sabe, ele poderia ter um derrame no meio da noite”, diz John Callas, gerente de projeto da Nasa, ao Discovery News. “Então nós sempre fomos cautelosos de que algo assim poderia acontecer.”

É incrível que a NASA possa escrever um software na Terra e enviá-lo, via retransmissão de satélite, até Marte. Esse software vai chegar a uma máquina com 11 anos de idade, que vai implementá-lo e, com sorte, continuar em sua viagem pelo planeta vermelho. Se funcionar, será um bom presságio para ótimas coisas por vir este ano. [Discovery News]

Imagem por JPL/NASA

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Estes óculos de realidade aumentada conseguem projetar imagens na sua visão

Você já ouviu falar de Ralph Osterhout? Ele é conhecido como a versão real de “Q”, personagem dos livros e filmes de James Bond que cria gadgets sofisticados para o espião. Na verdade, Osterhout desenvolveu veículos submarinos para dois filmes de James Bond. Ele também é o cara que encolheu os óculos de visão noturna para um tamanho que soldados poderiam usar.

Agora, o Osterhout Design Group está de volta com um novo concorrente para o Google Glass. Os ODG Smart Glasses são basicamente um tablet Android que você pode usar em seu rosto, com um chip rápido Snapdragon 805.

Em vez de uma tela sensível ao toque, você tem um HUD transparente, equivalente a uma tela 3D de 55 polegadas flutuando a 2,5 m de seu rosto.

Ele possui duas microtelas 720p, então você poderia usá-lo como seu cinema 3D particular – assim como o headset Sony HMZ, mas sem os cabos. Ele também possui câmera de 5 megapixels e uma batelada de sensores, então você poderá usá-lo para o que desenvolvedores de apps para realidade aumentada imaginarem no futuro.

ODG Smart Glasses (4)
O anel wireless para controle; também há um touchpad óptico nos próprios óculos.

Até agora, a empresa diz que passou seis anos desenvolvendo os óculos, a um custo de US$ 60 milhões. Curiosamente, em março de 2014, a Microsoft comprou patentes da empresa por US$ 150 milhões.

Como de costume, a pegadinha sobre este tipo de produto é que o software ainda não chegou lá. (Esses óculos também parecem um pouco estranhos.) Eu vi uma demonstração bem rudimentar em uma visita aos escritórios da ODG em San Francisco.

Uma versão básica do Android me permitia navegar, girando a cabeça, por um panorama em 3D da famosa cúpula de granito no Parque Nacional de Yosemite.

ODG Smart Glasses (3)

Em outra demonstração, a câmera dos óculos se fixava a marcadores para transformar um mapa topográfico plano em uma cadeia de montanhas 3D com imagens sobrepostas de um drone.

Eu fiquei intrigado com tudo isso porque essas demonstrações estavam em um hardware real, que já está sendo vendido. A ODG já distribuiu milhares de unidades dos óculos R-6: eles pesam 155 g, custam US$ 5.000 cada e são usados até pelo Departamento de Defesa dos EUA. A empresa afirma que pode trazer uma versão para consumidores que custe menos de mil dólares.

ODG Smart Glasses (2)
Óculos R-6 reforçados; não é a versão para consumidores

Os óculos que eu experimentei não eram particularmente confortáveis. O campo de visão parecia estreito, os óculos eram um pouco pesados, e eles ficaram estranhamente quentes na minha testa enquanto rodavam as demonstrações. Toda a borda frontal do robusto R-6 atua como um dissipador de calor para resfriar o sistema eletrônico.

Mas, ao mesmo tempo, esses óculos pareciam feitos com mais consideração, muito mais próximos de um produto real – mais do que gadgets semelhantes que eu já experimentei. As hastes se dobram, para que ele possa caber em um estojo. O suporte para o nariz é ajustável. Se você precisar de lentes corretivas, basta encaixá-las, assim como fones de ouvido que se prendem magneticamente.

Há um par de baterias de 650 mAh embutidas nas hastes; a empresa diz que elas podem durar mais de um dia de uso em muitas tarefas. Em aplicações mais intensas de realidade aumentada, a bateria dura apenas uma hora, mas a empresa oferece uma bateria externa com módulos trocáveis de bateria.

“Será que as pessoas vão andar na rua e usar isso 24 horas por dia?”, diz Pete Jameson, diretor de operações da ODG – e depois balança a cabeça com um “não”. “Mas as pessoas vão comprar esses óculos para uma tarefa específica, por um período específico de tempo.” Ou seja, talvez James Bond iria usá-los para uma missão, mas não para tomar uma vodka martini no bar.

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